segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Poesia (Skap)


Skap

Quando você pinta tinta nessa tela cinza
Quando você passa doce dessa fruta passa
Quando você entra mãe-benta amor aos pedaços
Quando você chega nega fulo boneca de piche;flor de azeviche

Você me faz parecer menos só; menos sozinho
Você me faz parecer menos pó; menos pozinho

Quando você fala bala no meu velho oeste
Quando você dança lança flecha estilingue
Quando você olha molha meu olho que não crê
Quando você pousa mariposa morna lisa; o sangue encharca a camisa

Quando você me diz o que ninguém diz
Quando você quer o que ninguém quis
Quando você ousa lousa pra que eu possa ser giz
Quando você arde alardeia sua teia cheia de ardis
Quando você faz a minha carne triste quase feliz.
Zeca Baleiro

1 comentários:

Adriano DiCarvalho disse...

Wagner, meus parabéns!
Adorei essa poesia. De verdade!
Vou passar a ler teu blog. Muito prazer.