Ele viveu em quanto morria
—Alfredo ajoelhe-se ao meu lado.
Aquele homem enfermo no centro da sala em um colchão. Inspirava dor e sofrimento dos parentes.
— Filho acho que o momento se aproxima. O meu testamento está feito. A casa e os carros deixo em seu nome; todo o dinheiro dos bancos também deixo em seu nome, porém a casa da praia e 20% do dinheiro acumulado no banco são de Helena; o endereço dela está no testamento. Espero que você desfrute destes bens e não cometa os mesmos erros que eu cometi um dia.
— Mas pai...
— Filho escuta-me. Antes que eu parta gostaria de dividir as minhas experiências com você.
O filho naquele momento já segurava as lágrimas e obedeceu a seu pai ficando em silêncio e o escutando.
-Naquela Quarta feira bem cedinho após ter cancelado várias vezes o médico finalmente fui ver os resultado dos exames que o doutor Queiroz havia pedido. Estava nervoso, pois as coisas não iam bem no escritório, precisava devolver mercadoria aos fornecedores visitar clientes um monte de compromisso inadiável, mas desta vez precisava ir até aquele consultório, alguma coisa me dizia que aquela dor forte no abdômen era alguma coisa grave. Quando cheguei no consultório avisei aquela recepcionista que sempre estava de mau humor que tinha horário marcado, ela entrou na sala do doutor e depois fez um sinal para que eu entrasse, quando entrei o doutor olhou-me tentando disfarçar a má notícia, pediu para que eu sentasse em uma cadeira, me preparou e golpeou com sua espada. Disse-me vários nomes científicos para a doença, me explicou tudo sobre ela, as curas os danos irreversíveis, por um momento não estava ali... Escutava tudo que ele falava, mas não conseguia raciocinar, só conseguia ouvir a palavra câncer. Quando sai do consultório dele com a promessa de voltar para começarmos o tratamento, pedi ao motorista que voltasse com o carro para empresa, pois iria para minha casa de ônibus. Naquele transporte público arruinado, consegui perceber as pessoas, cada uma com um pensamento, nenhuma interessada em viver, nenhuma interessada em olhar pela janela e ver as arvores, todas com o mesmo pensamento."Serem ricas e poderosas".Quando cheguei em casa sentei no sofá e tomei uma decisão.Vou viajar pelo mundo e conhecer todas as maravilhas dele.Comecei pelo Brasil, Fui para o Rio de Janeiro em Ipanema, depois Florianópolis, Porto Alegre, Alagoas, corri por quase todas as cidades brasileiras, passei pela Argentina, conheci Machu Picchu no Peru, visitei o México e conheci a cultura dos Maias, San Pedro de Atacama no Chile, depois fiz uma longa jornada pela Europa começando Por Barcelona na Espanha, fui até as Aldeias em Portugal, conheci uma cidadezinha do século 13 na Grécia chamada Mistras, Andei em uma gôndola em Veneza, e finalizei meu passeio na Europa conhecendo uma cidadezinha na França onde existiam muitos cafés e foi a onde também em uma manhã linda conheci Helena; uma morena com os cabelos bem pretos e cacheados, com os olhos bem negros, tive um lindo romance com ela, depois de cinco anos da morte da mulher que mais amei que era sua mãe. Finalmente voltei a ter um lindo e breve romance. Peguei o metro desci em um estação em Paris que dava de frente para torre mais linda do mundo; A torre Eiffel. De frente para aquela torre lembrei-me de uma música de um cantor brasileiro que não me lembro o nome que dizia assim:”—Sentir meu coração perfeito batendo a toa e isso dói. Mas sinceramente não sentia meu coração batendo a toa, agora sim sentia ele bater, sentia o seu tic tac, sentia o que ele queria me dizer e por isso me sentia tão bem, com essa doença aprendi "A viver cada dia como se fosse o último". Depois de minha partida da Europa conheci alguns países Asiáticos. E aqui estou; feliz, deitado neste colchão, debilitado pela doença que escorre e destrói meu corpo, mas feliz por que finalmente conheci o poder da natureza e de seus milagres.
Ele segurou a mão do filho agora mais forte do que antes, seu olhar mirava o vazio; sua vista começava a escurecer, mas ao invés de ter uma expressão triste ou de medo ele sorria, estava feliz. Seu rosto virou para o lado e uma lágrima escorreu de seus olhos, era o fim, e o começo.Viu sua vida passar diante de seus olhos e tudo ficar claro. Ao longe avistou uma mulher se aproximando, era sua esposa que morrerá a cinco anos, ele a olhou e pensou que ela estava tão bonita quanto ao dia que a pediu em namoro no sofá de sua sala há trinta anos atrás. Ela segurou sua mão e disse:
— Vamos...
E ele a olhando feliz com os olhos rasos d'água disse:
— Para onde?
Ela com o mesmo sorriso encantador de quando o pegou pela mão e o levou para trás do colégio para namorar escondido e matar as aulas de geografia disse:
— Para um lugar lindo, onde os seres humanos apenas se importam em viver, em um lugar onde a ganância não existe, um lugar onde não existe guerra nem fome nenhum tipo de miséria.
Ele segurou sua mão e começaram a caminhar, e sem medo ou receios ele disse com todas as letras:
— Te amo.
— Então vamos para a felicidade eterna.Disse ela o beijando.
Fim
—Alfredo ajoelhe-se ao meu lado.
Aquele homem enfermo no centro da sala em um colchão. Inspirava dor e sofrimento dos parentes.
— Filho acho que o momento se aproxima. O meu testamento está feito. A casa e os carros deixo em seu nome; todo o dinheiro dos bancos também deixo em seu nome, porém a casa da praia e 20% do dinheiro acumulado no banco são de Helena; o endereço dela está no testamento. Espero que você desfrute destes bens e não cometa os mesmos erros que eu cometi um dia.
— Mas pai...
— Filho escuta-me. Antes que eu parta gostaria de dividir as minhas experiências com você.
O filho naquele momento já segurava as lágrimas e obedeceu a seu pai ficando em silêncio e o escutando.
-Naquela Quarta feira bem cedinho após ter cancelado várias vezes o médico finalmente fui ver os resultado dos exames que o doutor Queiroz havia pedido. Estava nervoso, pois as coisas não iam bem no escritório, precisava devolver mercadoria aos fornecedores visitar clientes um monte de compromisso inadiável, mas desta vez precisava ir até aquele consultório, alguma coisa me dizia que aquela dor forte no abdômen era alguma coisa grave. Quando cheguei no consultório avisei aquela recepcionista que sempre estava de mau humor que tinha horário marcado, ela entrou na sala do doutor e depois fez um sinal para que eu entrasse, quando entrei o doutor olhou-me tentando disfarçar a má notícia, pediu para que eu sentasse em uma cadeira, me preparou e golpeou com sua espada. Disse-me vários nomes científicos para a doença, me explicou tudo sobre ela, as curas os danos irreversíveis, por um momento não estava ali... Escutava tudo que ele falava, mas não conseguia raciocinar, só conseguia ouvir a palavra câncer. Quando sai do consultório dele com a promessa de voltar para começarmos o tratamento, pedi ao motorista que voltasse com o carro para empresa, pois iria para minha casa de ônibus. Naquele transporte público arruinado, consegui perceber as pessoas, cada uma com um pensamento, nenhuma interessada em viver, nenhuma interessada em olhar pela janela e ver as arvores, todas com o mesmo pensamento."Serem ricas e poderosas".Quando cheguei em casa sentei no sofá e tomei uma decisão.Vou viajar pelo mundo e conhecer todas as maravilhas dele.Comecei pelo Brasil, Fui para o Rio de Janeiro em Ipanema, depois Florianópolis, Porto Alegre, Alagoas, corri por quase todas as cidades brasileiras, passei pela Argentina, conheci Machu Picchu no Peru, visitei o México e conheci a cultura dos Maias, San Pedro de Atacama no Chile, depois fiz uma longa jornada pela Europa começando Por Barcelona na Espanha, fui até as Aldeias em Portugal, conheci uma cidadezinha do século 13 na Grécia chamada Mistras, Andei em uma gôndola em Veneza, e finalizei meu passeio na Europa conhecendo uma cidadezinha na França onde existiam muitos cafés e foi a onde também em uma manhã linda conheci Helena; uma morena com os cabelos bem pretos e cacheados, com os olhos bem negros, tive um lindo romance com ela, depois de cinco anos da morte da mulher que mais amei que era sua mãe. Finalmente voltei a ter um lindo e breve romance. Peguei o metro desci em um estação em Paris que dava de frente para torre mais linda do mundo; A torre Eiffel. De frente para aquela torre lembrei-me de uma música de um cantor brasileiro que não me lembro o nome que dizia assim:”—Sentir meu coração perfeito batendo a toa e isso dói. Mas sinceramente não sentia meu coração batendo a toa, agora sim sentia ele bater, sentia o seu tic tac, sentia o que ele queria me dizer e por isso me sentia tão bem, com essa doença aprendi "A viver cada dia como se fosse o último". Depois de minha partida da Europa conheci alguns países Asiáticos. E aqui estou; feliz, deitado neste colchão, debilitado pela doença que escorre e destrói meu corpo, mas feliz por que finalmente conheci o poder da natureza e de seus milagres.
Ele segurou a mão do filho agora mais forte do que antes, seu olhar mirava o vazio; sua vista começava a escurecer, mas ao invés de ter uma expressão triste ou de medo ele sorria, estava feliz. Seu rosto virou para o lado e uma lágrima escorreu de seus olhos, era o fim, e o começo.Viu sua vida passar diante de seus olhos e tudo ficar claro. Ao longe avistou uma mulher se aproximando, era sua esposa que morrerá a cinco anos, ele a olhou e pensou que ela estava tão bonita quanto ao dia que a pediu em namoro no sofá de sua sala há trinta anos atrás. Ela segurou sua mão e disse:
— Vamos...
E ele a olhando feliz com os olhos rasos d'água disse:
— Para onde?
Ela com o mesmo sorriso encantador de quando o pegou pela mão e o levou para trás do colégio para namorar escondido e matar as aulas de geografia disse:
— Para um lugar lindo, onde os seres humanos apenas se importam em viver, em um lugar onde a ganância não existe, um lugar onde não existe guerra nem fome nenhum tipo de miséria.
Ele segurou sua mão e começaram a caminhar, e sem medo ou receios ele disse com todas as letras:
— Te amo.
— Então vamos para a felicidade eterna.Disse ela o beijando.
Fim

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